Um Time Capsule para a empresa?

December 22, 2009

No
Halloween, atualizei o PC do Windows XP para o Windows 7.  Em meio às
várias reinicializações, instalações de aplicativos, recuperação de
e-mails, configurações do servidor de impressão etc., minha mulher
perguntou “Por que isso tem que ser tão complicado?”  Quando ela disse
isso, eu estava olhando para o Apple Time Capsule
em cima de um pequeno armário no porão da nossa casa. O único item que
saía do Time Capsule era o cabo de força conectado à tomada.  Executo o
Time Capsule como um cliente sem fio na nossa rede doméstica para
backup de dados.  Os dados consistem em muitas fotos, videoclipes,
músicas, deveres de casa das crianças e, basicamente, diversos arquivos
variados (alguns dos quais são importantes).

Ao longo dos anos, a minha rede (LAN) doméstica passou de alguns PCs conectados via um antigo roteador 802.11b para um roteador dual-band (802.11g/802.11n), que conecta inúmeros clientes sem fio. Estes incluem os dispositivos XBox, iTouch, PrintServer, OpenSolaris,
Ubuntu, Mac, Windows XP, Windows Vista e Windows 7.  Basicamente, um
ambiente heterogêneo.  Será que as versões mais antigas do Windows
serão desativadas em fases em algum momento no futuro lá em casa?
Sim.  Os clientes Unix/Linux serão desnecessários, até como hobby.
Hoje, a experiência Mac é imbatível.  Adicionar um Time Capsule à minha
rede doméstica existente foi relativamente fácil.  O programa de instalação do Airport
atualizou o firmware do Time Capsule e configurou o dispositivo em
etapas simples.  Não foi tão “divertido” para um “técnico” quanto,
digamos, comandos CLI,
mas “divertido” para a maioria dos consumidores significa simplicidade.
A atualização completa do Windows XP para o Windows 7 foi árdua, mas
tenho que admitir que aprimorei bastante minha experiência em
configuração de rede.  Tive a agradável surpresa de que os serviços de descoberta do Bonjour gratuitos simplesmente funcionaram e o sistema W7 configurou o Time Capsule como um compartilhamento utilizável.

Podemos sugerir uma situação semelhante no espaço da empresa.  Para uma empresa, “divertimento” é definido como altas margens de dólares em um fluxo crescente de receitas.  Isso
geralmente significa contenção de custos, implementação de melhorias
contínuas em termos de eficiência e simplificação.  Os fornecedores do
setor de tecnologia tentam todos oferecer um verdadeiro Dispositivo ou
“Time Capsule Corporativo”.  Houve muita inovação nos últimos 20 anos.
No entanto, a inovação de hoje é o PDP-11 de amanhã.  Minicomputadores eram dispositivos que os Mainframes não podiam ser.  A evolução continuou ao longo dos anos em todos os segmentos tecnológicos.

Tanto
os clientes corporativos quantos os consumidores desejam simplicidade.
Embora haja muito mais em jogo na empresa, o desafio é
significativamente maior do que “simplesmente funcionar” sempre que for
preciso.  Não importa se você está recuperando o terreno perdido, é o
responsável ou é o novo líder referencial — o vencedor será o grupo de
fornecedores que oferecer a ferramenta que “simplesmente funcione”
sempre que for preciso nos mais complexos e difíceis ambientes.

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Produtos de infraestrutura de TI, parcerias e parafernália

December 22, 2009

Ultimamente
estão surgindo cada vez mais anúncios relativos à tecnologia de
infraestrutura integrada.  Vários fornecedores que oferecem hardware de
infraestrutura para computadores, armazenamento e rede estão fazendo
parcerias entre si ou buscando uma estratégia “por conta própria”.
Poucos discordarão do fato de que soluções mais firmemente integradas
beneficiarão os clientes de TI.

No
entanto, uma solução de TI sempre incorporou a expectativa e a
exigência de ser integrada.  É por esse motivo que o setor de TI
desenvolveu ao longo dos anos padrões e protocolos.
Em outras palavras, métodos comuns aceitos pelo setor para mover,
processar e proteger as informações das empresas, bem como as
informações dos consumidores.  Tradicionalmente, soluções de TI
complexas e grandes são integradas por VARs, empresas de consultoria de gestão ou serviços de consultoria
a um cliente específico.  Será que isso está começando a mudar?  Além
disso, a solução de TI não é composta apenas de blocos de hardware
totalmente integrados.

Não podemos nos esquecer dos vários aplicativos que precisam ser executados em uma plataforma de hardware de qualquer fornecedor específico.  Além dos aplicativos, a virtualização
está se tornando um requisito padrão para maximizar a utilização da
plataforma de hardware integrada de qualquer fornecedor.  Os
fornecedores de infraestrutura precisarão aceitar o fato de que a
tecnologia hypervisor pode vender menos hardware porque a utilização e
a eficiência sofrerão grandes melhorias.

Será que esse novo foco na consolidação favorece pilhas de software que são heterogêneas e, portanto, onipresentes?
O setor de TI se transformou em um negócio maduro.  Sempre surgirão
novas ideias, mas a TI ainda será composta de hardware e de software.

Uma boa analogia é o setor automobilístico…  Os automóveis evoluíram tremendamente nos últimos 100 anos.
Por exemplo, ocorreram diversas otimizações e eficiências na fabricação
dos veículos, no combustível etc.  Nos últimos 20 anos, o setor
automobilístico alavancou intensamente o uso de peças eletrônicas incorporadas em automóveis.
Mas os componentes básicos de um automóvel (pneus, motor, freios,
direção etc.) ainda são (e serão no futuro próximo) os mesmos.

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O SO Chrome não é mais uma distribuição do Linux?

December 22, 2009

O Google lançou a base de códigos
abertos do SO Chrome no dia 19 de novembro de 2009.  Os primeiros
netbooks com o SO Chrome só deverão ser disponibilizados dentro de,
pelo menos, um ano.  Essa variante simplificada do Linux tem alguns
recursos interessantes, como inicialização rápida usando tecnologia de
disco de estado sólido incorporada ao netbook. No entanto, quase todos
os sistemas operacionais oferecem suporte a SSDs.  Na verdade, vários
sistemas operacionais, sistemas de arquivos e bancos de dados
reconhecem SSD.

Com várias outras ofertas Linux, como RedHat, OpenSuse, OEL, Centos etc., por que mais uma?  (Já ouviu falar em Moblin?)  O SO Chrome parece ser mais um thin client do que um dispositivo desktop.
Todos os aplicativos em um dispositivo com o SO Chrome são executados
via algum lugar na Web.  A interface do usuário para o aplicativo em
questão é por meio do navegador da Web Chrome.  Todos os dados e o código do aplicativo NÃO ficam no netbook que executa o SO Chrome.

As principais plataformas desktop de software desejam otimizar a operação perfeita do desktop e da World Wide Web.
A Microsoft tem o Windows 7 e os desktops Linux não se destinam mais
apenas a amadores.  Observe até onde a Apple chegou com o sistema
operacional baseado em UNIX desenvolvido na NeXT, agora denominado Mac OS X.

Esta situação de desktop/netbook/cliente Web parece familiar aos vários dispositivos inteligentes já disponíveis no mundo todo.  Um SO específico incorporado a telefones inteligentes faz realmente uma grande diferença.  O SO do Blackberry é multitarefa e, portanto, você pode executar vários aplicativos ao mesmo tempo.  O SO do iPhone não
executa mais de um aplicativo ao mesmo tempo, mas o portfólio de
aplicativos e a experiência do iPhone estabeleceram um padrão de
referência.  O Google está lançando no mercado o SO Android para aparelhos inteligentes.  Será que haverá um Windows 7 CE?

Na
minha opinião, existem duas facções.  O grupo de empresas cujo modelo
de negócios está totalmente focado em monetizar a Web.  Todo o resto se
concentra em manter seu modelo de negócios E criar maneiras de
monetizar a Web.  Os consumidores desejam simplicidade e preços
baixos.  Infelizmente, simplicidade e preço baixo são proporções
inversas para a empresa.

Transpor esse abismo é o que torna o setor de TI tão estimulante, hoje e no futuro!

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Microprocessadores de 48 núcleos… O que vem depois? – Computação quântica?

December 22, 2009

A Intel produziu uma jóia com o microprocessador Nehalem. Ainda
que a arquitetura atual limite o chip a oito núcleos de processamento,
a Intel continua fazendo pesquisas e avançando no seu desenvolvimento
com ideias muito mais ambiciosas. As amostras de processadores com 48
núcleos (veja a imagem à esquerda), que algumas pessoas do setor
vislumbram como capazes de ultrapassar, algum dia, os 100 núcleos, são
absolutamente impressionantes. Há alguns anos, quando trabalhava no
desenvolvimento de grandes servidores SMP, a frequência do relógio de
núcleo único era um fator importante que ditava o desempenho
computacional. Depois, como previsto, alguns anos após o início do
século XXI, a tecnologia começou a esbarrar nas leis da
física. Aumentar a frequência do relógio deixou de ser uma opção
viável. No entanto, os problemas de expansão agora começavam a ser
resolvidos com a construção de arquiteturas de vários núcleos. Em
outras palavras, colocando vários motores de processamento em um único
circuito endereçável por software. As interconexões entre CPU e cache
ficaram menores e a computação paralela começou a se aproximar de um
produto básico. Basta introduzir software para programar essas CPUs de
vários núcleos e a computação paralela poderá obter ganhos
significativos.

Um
fato impressionante, fruto da pesquisa da Intel sobre o chip de 48
núcleos, é o consumo de energia de 125 watts, o que representa uma
média de 2,6 watts por núcleo. Esse chip de 48 núcleos também tem a
capacidade de controlar a tensão e a frequência dinamicamente por
software. Assim, o consumo de energia pode ser muito inferior a 125
watts. Lembre-se de que no início dos anos 2000, 32 microprocessadores
de um servidor SMP consumiam sozinhos aproximadamente 2 kilowatts! Em
minha opinião, os custos cada vez maiores de
energia e refrigeração
se tornarão uma barreira semelhante à das leis da física. Para obter
mais informações sobre a arquitetura de núcleo extremo, clique aqui.

Quais
são as previsões dos especialistas do setor nas áreas acadêmica e de
pesquisa para daqui a 10, 20, 30 anos ou mais? O mundo dos
semicondutores está se aproximando rapidamente dos limites da geometria
de processos. Por exemplo, a tecnologia de 45 nanômetros é tão pequena
que a espessura das camadas é medida em menos de uma dezena de
átomos. A margem de erro fica cada vez menor. A confiabilidade também é
um fator?  Sem dúvida. Assim, até onde a tecnologia poderá nos levar
uma vez que estejamos manipulando átomos individuais para produzir
silício? Nos laboratórios de pesquisa atuais, a indústria já conseguiu
manipular átomos individuais.


Uma opção seria descobrir outra variável, além da frequência do relógio
ou dos vários núcleos. Outra opção pode conter algumas esperanças
promissoras. Já ouviram falar em Computação Quântica? Todos nós da área
da Ciência da Computação podemos relacioná-la a cálculos binários,
octais, hexadecimais e decimais. Está pronto para saber a diferença
entre bits e qubits? Clique aqui.

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A volta mundo do Oracle Open World em menos de 180 horas

October 22, 2009

O comparecimento de clientes e parceiros do segmento de tecnologia empresarial ao Oracle Open World
deste ano seguramente não desapontou. Embora outros grandes eventos de
TI tenham sido cancelados este ano em função da recessão econômica, o
comparecimento de 42 mil profissionais de TI ao Oracle Open World
praticamente não foi afetado em relação ao comparecimento de 2008.
Ainda mais impresssionante foi que praticamente todos os fornecedores
corporativos que são parceiros, concorrentes e analistas da Oracle
compareceram a esta reunião anual no centro de São Francisco. Os vários
eventos, atividades, salões de exposição, sessões, atividades e socializações certamente criaram um ambiente para uma grande troca de informações.

Cada
fornecedor no Oracle Open World é uma peça da engrenagem (dos mais
variados tamanhos que vão de pequenas a grandes) que se incorpora à
pilha de TI empresarial de:

  • aplicativos
  • middleware
  • banco de dados

Cada item de gerenciamento de armazenamento, velocidades computacionais, feeds de rede, recuperação de desastres, TI hospedada, ferramentas de produtividade do funcionário e vários meios de comunicação contribuem todos para a conexão das três áreas acima da pilha empresarial.

Em
minha opinião, a TI empresarial está se tornando muito menos orientada
pela fidelidade ao fornecedor e por um bom preço e mais por
fornecedores que conseguem proporcionar vantagem competitiva a seus
clientes. Durante uma recessão econômica, bem como a recuperação
posterior, a vantagem competitiva sobrepuja em muito um bom preço.


Impulsar el crecimiento de China e India con proyectos de infraestructura

October 20, 2009

Al tiempo que Estados Unidos
sigue tratando de estimular el gasto de los consumidores con sus
programas de activación económica, hay países, como India o China, que
parecen estar logrando mejores progresos. En un reciente viaje a India
y China vía Singapur realizado en septiembre pasado, pude comprobar con
toda claridad que la zona de Asia Pacífico no se ha quedado parada sino
que impulsa a los trabajadores de las fábricas que quedan inactivas
hacia nuevos proyectos de infraestructura. La charla con clientes y
socios en China e India


sirve justamente para confirmar lo que podría describirse como una
mejor práctica aplicable a toda nación que busque recuperarse
económicamente.

A
principios de este año, Beijing anunció un paquete de estímulo por
valor de 585 mil millones de dólares (dólares estadounidenses),
aproximadamente el 13% del PIB
de China en 2008. Como parte de este paquete de estímulo, China
invertirá este año 50 mil millones de dólares (dólares estadounidenses)
sólo en uno de los trenes de alta velocidad más ambiciosos del mundo
(un proyecto que comenzó en 2005 y se espera concluir en 2020) que
conectará las ciudades de Beijing, Dalian, Xuzhou, Lanzhou, Shanghai,
Kunming y Guangzhou.
El
estímulo económico de Beijing está orientado especialmente hacia los
casi 20 millones de trabajadores en paro en China debido en gran parte
a la disminución en un 20% de las ventas al exterior. Las estadísticas
destacables del nuevo tren de alta velocidad comprenden:

  • El consumo de 117 millones de toneladas de hormigón destinadas a los contrafuertes que soportan las vías
  • La construcción de 25.749 km (16.000 millas) de vías nuevas
  • La línea férrea de Beijing a Shanghai consumirá acero suficiente como para construir 120 Estadios Olímpicos “Nido”
  • Además
    de mano de obra, la construcción del ferrocarril supondrá la creación
    de puestos de trabajo para ingenieros, y para muchos de ellos. El tren
    funcionará informatizado y será necesario invertir grandes cantidades
    en TI y en recursos. Podemos estar seguros de que las grandes empresas
    de TI están buscando ganar su parte en este negocio y poder ofrecer
    hardware, software, servicios y soporte. Una magnífica
    oportunidad. Bill Powell ha escrito un gran artículo en la revista
    FORTUNE donde comenta muchos más aspectos interesantes que puede leer aquí.

    El
    crecimiento de India es igual de impresionante a pesar de la recesión
    económica mundial. India todavía necesita construir grandes cantidades
    de infraestructuras, mientras que China sólo tiene que mejorar las que
    ya tiene construidas. En mi opinión, y así me gusta describirlo, China
    es un caos organizado, pero a India todavía le toca seguir peleando con
    un caos sin organizar. En Beijing se ven coches, autobuses, trenes,
    personas, bicicletas y motocicletas en un tráfico congestionado y en
    armonía con los semáforos. En Bangalore hay lo mismo que en Beijing
    pero cada uno guarda armonía sólo consigo mismo. Nadie hace caso de los
    semáforos, las motocicletas circulan por las aceras y los cruces, en
    las horas punta no hay indicaciones ni forma de saber quien tiene
    prioridad para circular. Sencillamente es algo que cada profesional de
    los negocios debería experimentar porque se necesita conocer el cliente
    al que se está vendiendo. Las dos culturas son hermosas y forman parte
    de la solución para la recuperación económica del mundo. También India
    necesitará echar mano de cantidades ingentes de ingenieros, software,
    hardware y servicios no sólo para impulsar su emergente industria de
    TI, sino para construir rápidamente su propia nación, su propia
    infraestructura y, en última instancia, su propia economía como líder
    mundial.


Gasto com tecnologia? Crescimento econômico? Já ouviu falar em Emirados Árabes Unidos?

October 20, 2009

As
notícias recentes sobre a maior estabilidade econômica no mundo são
reconfortantes. No entanto, quanto disso se baseia em fundamentos
sólidos? Se você for investidor ou administrador de empresas, em que
UAE-GDP-Growth-Rate-Chart-000002lugar do mundo deseja investir para obter crescimento e patrimônio líquido? Os Emirados Árabes Unidos podem ser um lugar de interesse. A taxa de crescimento do PIB nos EAU
é impressionante. Ainda que nem todos os indicadores econômicos sejam
objetivamente sólidos, é necessário especular muito para encontrar uma
melhor relação risco/recompensa.

Os bancos ocidentais recuperaram seu preço por ação, bem como seus balanços patrimoniais, mas a concessão de novo crédito ainda é limitada. Ainda estão ocorrendo perdas de empréstimos
no Ocidente. Na minha opinião, ainda há por aí demasiados ativos
tóxicos, complexos, alavancados, intricados, imaginários que não foram
expostos até hoje. Para que a economia mundial avance, é preciso expor
e liquidar a maioria dos instrumentos de crédito desfavoráveis. Caso contrário, continuaremos a ter a falsa sensação de conforto consumista que, com o tempo, nos colocou em dificuldades.

A
maioria das economias mundiais são orientadas pelos gastos dos
consumidores, mas a poupança dos consumidores é a proteção contra a
repetição do que estamos vendo hoje. Uma questão é onde (em nível
global) colocar os ativos em instrumentos de poupança seguros, com um
retorno viável e seguro.

Não tenho certeza se alguém tem todas as respostas…


A China e a Índia impulsionam o crescimento com projetos de infraestrutura

October 20, 2009

Enquanto os EUA
ainda tentam estimular os gastos dos consumidores norte-americanos com
seus programas de incentivos econômicos, países, como a Índia e a
China, parecem estar fazendo um progresso muito melhor. Em uma recente
viagem à China e à Índia, via Cingapura, realizada em setembro passado,
pude comprovar com toda clareza que a Ásia (Pacífico) não ficou parada
e está incorporando os trabalhadores das fábricas inativas a novos
projetos de infraestrutura. Conversas com clientes e parceiros da China e da Índia
simplesmente confirmam o que poderia ser descrito como uma prática
recomendada para qualquer nação que esteja buscando a recuperação
econômica.

No
início deste ano, Beijing anunciou um pacote de incentivos no valor de
585 bilhões de dólares norte-americanos (aproximadamente 13% do PIB
da China em 2008). Como parte desse pacote de incentivos, a China
investirá este ano 50 bilhões de dólares norte-americanos apenas na
maior e mais ambiciosa ferrovia de alta velocidade do mundo (um projeto
iniciado em 2005 e com conclusão prevista para 2020), que conectará
Beijing, Dalian, Xuzhou, Lanzhou, Xangai, Kunming e Guangzhou.
O
incentivo econômico de Beijing está direcionado diretamente aos quase
20 milhões de trabalhadores inativos da China, devido em grande parte
ao declínio de 20% nas vendas externas. As estatísticas impressionantes
da nova ferrovia de alta velocidade incluem:

  • Os contrafortes que sustentam os trilhos consumirão cerca de 117 milhões de toneladas de concreto.
  • A construção de 25.749 km (16.000 milhas) de trilhos novos.
  • A ferrovia de Beijing a Xangai consumirá aço suficiente para construir 120 Estádios Olímpicos “Ninho do Pássaro”.
  • Além
    da mão-de-obra da construção, a ferrovia criará empregos para
    engenheiros, e para muitos deles. A ferrovia será computadorizada e
    exigirá grandes investimentos em TI e recursos. Podemos ter certeza de
    que as grandes empresas de TI desejam ganhar esse negócio e fornecer
    hardware, software, serviços e suporte. Uma excelente
    oportunidade. Bill Powell escreveu um artigo fantástico na revista
    FORTUNE com muitos outros fatos interessantes que você pode ler aqui.

    O
    crescimento da Índia é igualmente impressionante, apesar da recessão
    global. A Índia ainda precisa construir uma grande infraestrutura,
    enquanto a China já está atualizando a infraestrutura já construída.
    Gosto de descrever a China como um caos organizado, enquanto a Índia
    ainda lida com um caos desorganizado. Em Beijing, vemos carros, ônibus,
    trens, pessoas, bicicletas, motocicletas em um tráfego congestionado em
    sincronia com os sinais de trânsito. Em Bangalore, há o mesmo que em
    Beijing, mas cada um em sincronia apenas consigo mesmo. Os sinais de
    trânsito são ignorados, as motocicletas trafegam nas calçadas e nos
    cruzamentos na hora do rush, sem qualquer indicação de quem tem
    prioridade para circular. Trata-se simplesmente de uma experiência pela
    qual todo profissional de negócios deveria passar, porque é preciso
    conhecer o cliente para o qual se está vendendo. Ambas são belas
    culturas e fazem parte da solução para a recuperação econômica do
    mundo. A Índia também consumirá uma quantidade maciça de engenheiros,
    softwares, hardwares e serviços, não apenas para impulsionar seu setor
    de terceirização de TI, mas também para construir, rapidamente, sua
    própria nação, sua própria infraestrutura e, em última análise, sua
    própria economia como líder mundial.


Explosão de Raio Gama = um dia ruim em algum lugar…

October 16, 2009

movie_11A retração econômica mundial,
acelerada nos anos 2008 e 2009, certamente gerou problemas para todos.
A crise foi causada por pessoas e a solução é de responsabilidade
delas. Enquanto a maior parte dos habitantes da Terra está focada nos
problemas diários desse único planeta habitável que conhecemos, existem
outras pessoas pensando nos problemas que vão além dele. Elas pensam
além das questões sociais, pessoais, governamentais, econômicas,
humanitárias, profissionais e climáticas para tentar solucionar os desconhecidos do universo.

Os astrofísicos
pensam sobre problemas que se estendem ao universo conhecido. Digo
especificamente universo conhecido, pois não podemos saber ou
compreender com certeza aquilo que desconhecemos. Algumas questões
podem parecer absurdas, especialmente tratando-se da Terra.

Imagine
aproveitar a energia de uma única estrela por sua vida toda. Quantas
estrelas existem no universo que é conhecido por nós? Bilhões e
Bilhões. Quantas estrelas existem em uma única galáxia? Bilhões.
Quantas galáxias existem no universo conhecido? Bilhões. É uma
quantidade de energia absurda! Na realidade, a quantidade de energia em
uma única estrela é enorme. Compreender o que sabemos hoje sobre o
universo pode dar um nó na cabeça das pessoas comuns. Para tentar
entender o que desconhecemos sobre o universo, os astrofísicos quebram
a cabeça diariamente.

Por falar em energia, existe uma estrela binária distante (WR104 – veja o videoclipe acima) a 8.000 anos-luz que, em algum momento no futuro, irá explodir e formar uma supernova. Se os eventos estiverem alinhados, poderá ocorrer uma explosão de raios gama
que é a mãe conhecida de todos eventos eletromagnéticos luminosos no
universo. Além disso, dá a impressão de que uma das extremidades do
feixe de explosão de raios gama, que sairá da extremidade polar da
estrela em rotação, poderia estar apontada diretamente para a Terra.

O alinhamento perfeito de dois objetos grandes a 8.000 anos-luz com um feixe estreito de 12 graus em um universo em expansão é possível, mas eu sinto que problemas como aquecimento global são questões mais urgentes a serem tratadas.


Use todas as ferramentas da caixa de ferramentas…

August 24, 2009

Em última análise, a maioria dos clientes de TI recorre a aplicativos de software
para solucionar seus problemas de negócios. No entanto, os aplicativos
são compostos de várias “peças móveis” que estão posicionadas de forma
lógica embaixo da pilha que ativa o aplicativo em questão. Algumas
dessas peças incluem os componentes do sistema operacional, o hardware e, em geral, grandes quantidades de dados.

Um automóvel,
da mesma forma que uma solução de TI, requer algumas ferramentas para
funcionar corretamente. Ainda que as empresas tenham muitos problemas
em comum, da mesma maneira que os fabricantes de automóveis, as suas
soluções precisam que basicamente toda a caixa de ferramentas seja
utilizada. Isso é necessário a fim de obter a solução correta para um
problema de TI da empresa.

A concorrência saudável entre os fornecedores possibilita vários níveis de liberdade
para soluções de aplicativos, mas a existência de um número maior de
tecnologias na caixa de ferramentas de um fornecedor específico apenas
possibilita aStack.svg
criação de melhores soluções de TI. O mesmo se aplica ao ramo da
fabricação de automóveis. De uma perspectiva comercial, é absolutamente
fundamental que as tecnologias sejam articuladas em uma estratégia
coesa e complementar para o sucesso. Por exemplo, a Ford fabrica automóveis, caminhões e híbridos. Por razões óbvias, ela não coloca o motor de um caminhão em um Ford Focus e vice-versa. O mesmo se aplica à tecnologia. “Soluções únicas para todos” nunca tiveram sucesso em nenhum mercado.

As empresas de capital de risco e empresas públicas buscam, há anos, formas de uma tecnologia específica atender a todos os aspectos de um determinado mercadoNo
entanto, quando você combina e utiliza várias tecnologias do seu
portfólio e apresenta o enfoque certo de negócios e de vendas, os
resultados podem ser bem impressionantes.

Eis um bom exemplo de tecnologias de software:

da caixa de ferramentas combinadas com tecnologia de parceiros para produzir a solução definitiva de software.


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