Você já ouviu falar em derivativos de crédito?

Você já cansou de tantas discussões, opiniões, sugestões, pautas e insensatez a respeito do mercado de ações? Há algum tempo venho acompanhando os efeitos dos derivativos de crédito ou credit default swaps (CDS). Dizem que há alguns trilhões de dólares dessas coisinhas escondidos por aí. E isso não foi um erro de digitação! Sim, esses contratos não-regulamentados entre compradores e vendedores valem trilhões, não bilhões de dólares. Algumas estimativas indicam que o passivo dos CDS está na casa dos 60 trilhões de dólares. Os derivativos de crédito são, basicamente, contratos de seguro para caso ocorra um “default” de um instrumento de crédito (por exemplo, títulos). Eles não podem ser tecnicamente chamados de seguro, pois não são regulamentados. Como eles não são regulamentados, não há qualquer exigência de comunicação ou controle desses instrumentos. Você pode achar que isso tudo parece um pouco frágil.

Um bom exemplo é o Lehman Brothers. As ações do Lehman foram negociadas recentemente por menos de US$ 0,20. Isso significa que quem vendeu CDS nessas ações está sujeito ao pagamento de outros US$ 0,80. Esses pagamentos de dívida vão, sem dúvida, afetar negativamente as instituições que emitiram os CDS. Instrumentos como os CDS possuem uma complexa matemática de probabilidades por trás. Foram criados por intelectualóides que foram trabalhar em Wall Street. Decididamente, algo de que eu pessoalmente manteria distância. O mercado de derivativos é, sem dúvida, para os corajososO problema vem fermentando há algum tempo à medida que relatórios eram divulgados. O efeito em cascata no mundo todo era óbvio. Não entendo por que alguns afirmaram que seria um problema restrito à economia norte-americana. Com o avanço da tecnologia, mercados e investidores do mundo todo estão essencialmente ligados. As opções de investimento estão disponíveis para praticamente todo mundo, em qualquer lugar, através de um computador. Na minha opinião, os complexos algoritmos comerciais automatizados de compra e venda no mercado não levam em consideração a variável “medo humano”. Como um programa de computador pode interromper uma corrida aos bancos sem intervenção humana? Isso significa intervenção coordenada com reclamação num nível global. Eu adoraria saber para onde esse dinheiro está indo e de onde ele está vindo… Diria que está indo para bancos onde os governos seguram seus depósitos e vindo de bancos onde não há qualquer seguro. Será que já pensamos bem sobre os efeitos em longo prazo? Realmente fascinantes!

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